Ben’s Cookies: Melhor Cookie do mundo!

24 de outubro de 2014

Sou viciada em cookies. Muito. Muito mesmo. Assim, mais que cookie só brigadeiro de panela. Que é o topo da minha cadeia alimentar!

Mas o cookie… Ah, o cookie… Ele tá quase lá empatado de tanto que amo. Tenho, inclusive, comido mais cookie do que brigadeiro ultimamente. Talvez pela facilidade de achar vários maravilhosos a cada esquina. No Brasil já é mais difícil acho… Não sei! Sei que aqui tenho comido demais… Vários bem gostosos. De todos os tamanhos. Recheios. Mas nenhum (até agora!) bateu o bom e velho Ben’s!

Alguém aí já provou? Já ouviram falar? Ele é mais velho que eu! :) A marca existe desde 1983.

É uma rede espalhada pela Europa e Ásia (ainda não tem nos EUA nem Brasil! :/) que faz o MELHOR COOKIE DO MUNDO. Sem exageros… Juro! É surreal…

Então resolvi sair um pouquim para fora de NY para dar uma variada! ;) Prontos?

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benscookies2Se você já passou por Londres, provavelmente já passou por alguma portinha vermelha dessas!

Pode não ter prestado atenção, passado batido (eu quase passei! Fui obrigada a entrar por uma amiga e não sei se a amo ou odeio por isso!) mas é quase impossível não passar por uma por lá. São mais de 10 lojas. Tem por todo lugar. O forte é Londres e Seul (capital da Coréia do Sul! Já dificulta um pouco mais a visita! :)). E é de chooooorar de tão maravilhoso.

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Sou doentinha pelo chocolate ao leite e chocolate branco.

Compro caixas, sempre. Para comer durante a viagem e depois para levar embora pro Brasil.

E aí, nem tenho muito o que explicar porque é o tipo de coisa que se prova e não se explica, sabe?

Só tirando um pedaço mesmo…

Derrete na boa e é crocante ao mesmo tempo. Na medida. Tem chocolate o suficiente para gente sentir (e se deliciar!) mas sem passar do limite para não enjoar (e tirar o foco do biscoito!). É inacreditável…

A turma aí que já provou me ajuda com os adjetivos nos nossos comentários que tão me faltando palavras!

benscookies3Provei m-u-i-t-o-s outros sabores e marcas por aqui. De novo: tem muita coisa boa espalhada! (E também ruim: quando o biscoito vem meio mole, meio murcho, sabe? Quero morrrrrrreeeerrrr de raiva!) Mas nada, nadica de nada, chegou aos pés do Ben’s-amor-verdadeiro-amor-eterno.

Povo que tá em Londres ou Seul, come um pela gente! Invejinha de vocês com essa delícia a cada esquina!

Quem ainda não provou (e nem tá em Londres ou Seul!) coloca na lista de pendências urgentes para resolver ASAP!

Eu sigo passando vontade…

Sem sombra de dúvida será minha primeira parada voltando para Londres!

Contando os dias!

;)

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Matisse no MoMa

22 de outubro de 2014

Overdose de arte por aqui, né? É… Eu sei…

E sei também que não é o tipo de post que faz mais sucesso entre vocês. Pelo contrário… São os que tem menos likes/comentários… Não sei se por não ter muito o que comentar ou se por desinteresse mesmo! Aí só vocês podem me responder…

Mas anyway, não consigo deixar o assunto passar!

Não sou entededora de arte! Tô longe de ser especialista e já cansei de escrever isso aqui. Sou como a maioria de vocês. Minha relação com arte limita-se em olhar e achar bonito ou não. Olhar com carinho. Amor. Ler um pouquinho sobre o artista que tô indo visitar. Passar rapidamente pela história dele. Pegar um amigo que entenda mais como companhia, guia ou áudio-guia e me jogar. Ver se bate ou não. Se emociona ou não. Se embarco ou não.

Amo o ambiente. Museu é lugar de gente curiosa. Interessada. E é esse tipo de gente que quero por perto. Que pode não entender absolutamente nada do assunto mas aceita o convite e paga para ver. E isso vale para tudo na vida. É dessa maneira que toco meus dias… Acordo e penso: o que posso fazer por mim hoje, sabe assim?

Claro que viver em NY ajuda um tanto… Mas acho que interesse/desinteresse não tem muito lugar no mapa. Vai de cada um mesmo…  Tá dentro da gente. E não sou eu, nem ninguém que vai conseguir fazer uma pessoa que detesta museu resolver experimentar. Nem tenho essa pretensão… Não mesmo! Juro que não! Mas insisto em dividir com vocês as exposições que visito (só as mais legais, prometo!) para que, mesmo quem não se interessa pelo assunto, possa saber o que tá acontecendo no mundo, sabe? Um pitadinha (na humildade! ;)) de conhecimento. Cultura. Compartilhar o que acabei de receber. Sei lá… Tentar agregar de alguma maneira para quem não conhece e tem curiosidade (ou não!) mas falta oportunidade. Ou dividir com quem já conhece mas não pode passar por NY nas datas das exposições. Enfim… Repartir minhas sensações e (puro!) achismos sem nanhum conhecimento de causa. Só por repartir mesmo! Afinal de contas tô aqui para isso, né, não?

Bom… Dito isso, vamos para a exposição que fui ver ontem no MoMa.

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Não sei se já escrevi isso aqui antes, já devo ter escrito, mas o MoMa é meu museu preferido em NY. A-M-O o acervo fixo deles: Dalís, Mondrians, Monets, Fridas, Van Goghs, Warhols

A-M-O! Fui ver a exposição da brasileira Lygia Clark mês passado e fiquei um domingo inteirinho lá. Vendo e revendo tudo em detalhes. É obra poderosa que não acaba mais! Tem que ir. Obrigação!

matisse0Aí… Ontem voltei! Saiu Lygia e entrou Matisse. E é sobre isso que eu vim falar.

A exposição“Henri Matisse: The Cut-Outs”  já chegou hippada por conta do sucesso que foi na Tate Modern, em Londres. Filas e mais filas. Bombou!

E aqui em NY não tá sendo diferente… Tem que chegar antes, garantir seu ticket com hora marcada e ainda pegar uma filinha na hora de entrar. Tipo isso. Bombado!

Mas valeu cada minuto e dólar investido!

Henri-Émile-Benoît Matisse (1869 — 1954) foi um artista francês conhecido que se dedicou quase que exclusivamente a colagem.

Segundo uma guia muito simpática que estava com um grupo de chineses (eu amo ficar de ouvidos atentos nas guias dos outros, uma vez que o áudio-guia do museu não tem todas as obras gravadas!) disse que ele foi junto com Picasso e Duchamp, um dos três artistas mais importantes do século XX.

Ele costumava pintar folhas de papel e pássaros e depois recortava, reunindo formas orgânicas em combinações vivas e simples. O foco da exposição é esta fase. Os seus últimos anos de criação. E tem mais de cem trabalhos deste período (o mais importante!) de produção dele. A maior reunião destes trabalhos!

Eu conhecia pouca coisa… E fiquei e-n-c-a-n-t-a-d-a!

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Você ouvir a introdução e explicação de obra por obra ajuda muito, né? Te faz entender e prestar atenção em coisas que certamente passariam batidas se tivesse andando aleatoriamente… E fui me apaixonando por Matisse aos poucos. Quadro por quadro. Tem um vídeo dele em uma das salas que perdi uns bons muitos minutos namorando. Ele trabalhando. Recortando os tais moldes de papel que costumava pendurar pelas paredes do atelier. Com a tesoura certeira. Fazendo um ballet com as mãos.

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Esses quadros da série Nu Azul foram pendurados numa mesma sala pela primeira vez. Todos na mesma parede. São variações do corpo feminino recortadas pelas mãos de Matisse! Queria mandar tudo lá para casa… ;) #sonhos

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As fotos todas foram tiradas do site do MoMa e internet, uma vez que é proibidíssimo fotografar lá dentro!

Mais um artista para minha liste de preferidos!

Obrigada, MoMa! Te devo mais essa!

;)

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Memórias de Storm King!

20 de outubro de 2014

Cheguei em Nova York esse ano com uma listinha de obrigações! Coisas que ainda não tinha feito e que não queria deixar de fazer de jeito nenhum! As vezes acho que “mudar” para um lugar faz a gente ficar preguiçoso. Meio que temos tanto tempo para fazer tudo que vamos deixando sempre para amanhã. Isso já aconteceu com alguém aí?

Eu vim para ficar alguns meses. Com minha listinha no bolso. Mas como tinha “alguns meses” para fazer tudo, por que pressa, né? “Tenho tempo… Depois eu faço!”. E, de repente, me dei conta que só tinha mais um mês. Pisquei e cinco meses se passaram. Oi? Quero saber quem foi que autorizou o tempo correr tanto assim, meu Deus?! A gente tem é que se apressar para conseguir acompanhar… E é isso que eu tô fazendo! ;)

Falando de cultura, fora os todos mil museus que tem em Manhattan e Brooklyn para gente ir, cheguei louca pelo Dia:Beacon e Storm King. Comecei pelo Beacon e enlouqueci. Lá tem área aberta e fechada. Arte contemporânea. Demais, demais, demais. Já escrevi sobre o assunto aqui! E, ontem, foi o dia do mágico Storm King.

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Fica a uma hora e meia de Manhattan. Você pode ir de carro (melhor opção se tiver em turma! Chega mais rápido, você vai e volta na hora que bem entender e se lotar o carro sai mais barato!), de ônibus (foi o que eu fui! 46 dólares ida e volta + ingresso do parque! Bem tranquilo, pára lá dentro. Só que tem que sair 10am em ponto e voltar 4hs45pm em ponto!) ou trem (não usei então não sei! Mas parece que pára meio longe e você tem que pegar um taxi da estação para o parque!). Clica aqui que tem todas as opções com detalhes! ;)

Então… Resolveu como chegar, juntou grupão de amigos (aliás, meeeeega programa romântico! Mega, mega, mega! Perfeito para um date! #dicas ;)) e olhou a previsão do tempo? Sim, porque Storm King é 100 por cento a céu aberto. Ou seja, choveu-fude*! Aí é se jogar… Roupas e sapatos bem confortáveis para andar, andar, andar e se jogar na grama sem restrições e partiu mundo dos sonhos!

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Fui com um grupo de amigas! Acho mesmo que esse tipo de programa é quanto-mais-gente-melhor! Pode encher a mochila com comidinhas e bebidinhas para um delicioso piquenique na grama. Mais uma vantagem para galera que vai de carro! Dá para levar de um tudo e deixar na mala! Melhor coisa!

Você tem restrição de onde pode comer, mas tem umas mesinhas beeeem gostosas no meio do parque para abrir uns queijos e vinho. Delícia, delícia, delícia! O café/lanchonete que eles tem lá é bem simples e (também!) a céu aberto! Vale provar o refrigerante orgânico de cola produzido na região que eles vendem por lá!

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São mais de 100 instalações gigastescas (a da foto acima chama Suspended, do israelense Menashe Kadishman) de artistas consagrados na coleção permanente deles. Todas espalhadas pelo parque que é proporcionalmente gigantesco!

Conexão total de arte e natureza, sabe?

Uma das coisas mais lindas que já vi na vida…

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Outra coisa interessante que um amigo que já passou pelo parque 4 vezes me falou foi que cada estação do ano oferece um parque diferente. Que as cores das árvores e folhas mudam muito. Fora o clima, né? Muito calor. Muito frio. Muito vento. Seco. Úmido. Enfim… Que a experiência é sempre outra. As sensações também. Que cada época tem seu charme e peculiaridades, mas que se tivesse que escolher uma, seria o outono. Época mais bonita! Dei sorte! ;)

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As árvores de fato são atrações a parte. Instalações naturais. Superaram todas as minhas expectativas.

Eles tem um trenzinho disponível que dá volta pelo parque todo. Sugiro chegar e dar uma geral! Ou, os com mais disposição, alugar uma bike (10 dólares a hora! Achei carinho, né?!) para poder explorar o todo. E depois caminhar…

Fizemos tudo a pé. Foi tranquilo… Mas a turma toda curtia andar! Tava todo mundo muito afim daquilo… Tem que ver o mood de cada um… Tem jeito não!

Mais algumas das lindezas que passamos por lá:

storm-king4Three Legged Buddha (2007) do chinês Zhang Huan.

storm-king7Schunnemunk Fork (1990-1991) do americano Richard Serra e

Mirror Fence (2003) da artista americana Alison Shotz.

storm-king10Adonai (1970) do artista russo-americano Alexander Liberman.

storm-king6Essa é uma das minhas preferidas… Arrisco até dizer que é a preferida. Chama Storm King Wavefield (2007-2008) da também americana Maya Lin.

Pena que a foto não traz a dimensão gigante que é ao vivo. São sete fileiras de ondulações feitas de grama. Que você tem que andar, subir, descer, deitar… É demais! Surrealmente lindo…

É (de novo!) uma mistura total de sentidos… Todos eles apurados! Muita beleza envolvida…

Programa imperdível para quem passar por NY!

De novo e de novo: uma das coisas mais lindas que já vi na vida…

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Obrigada, Papai do Céu!

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Publicado em: CULTURA, VIAGEM

Timing is a bitch… :/

17 de outubro de 2014

Ando pensando muito nas voltas que a vida dá… Nas pessoas que vão e vem… Histórias inacabadas que a gente larga no meio do caminho e depois cismam em voltar para assombrar. Ou somar. Ou os dois. Um pouquinho de cada vez. Quando o passado volta a ser presente. Quando a gente é obrigado a encostar o presente num canto qualquer para parar de dar murro em ponta de faca. Para aceitar os sinais que a vida dá. Bifurcar. Recomeçar. Ou simplesmente parar. Enfrentar. Esperar passar. Deixar passar. Encontrar algum prazer nisso… Em deixar passar… Juro que tem. Não é fácil de achar, mas se procurar bem, prometo que tem lá!

cronica-1Viver é isso mesmo… Um dia depois do outro. Perder para poder ganhar. E achar graça de tudo isso. Do bom e do ruim. O ruim também tem sua poesia. E quando se encontra é um lugar bem bom (?!) de estar… Hoje mesmo estava no telefone com uma amiga com o coração partido… Já naquele estágio terminal em que o cara não deixou escolha. Obrigou mesmo a desistir dele. (O que eu acho muito mais honesto dos que ficam em cima do muro, vale registrar!) E gastei uma hora de frases soltas para tentar fazer ela entender isso… Achar algum prazer na dor. Olhar de frente! Poesia no caos. Não é fácil… Mas também ninguém disse que seria, né?

O negócio é que a gente costuma ser cabeça dura. Focar numa coisa e ninguém te faz mudar de idéia. São anooooos e anooooos com a energia toda direcionada para uma pessoa. Tanta gente no mundo, pensem no desperdício que é jogar tudo numa pessoa só… E aí acontece. E é maravilhoso. E aí a pessoa muda de país. Ou volta com a (o) ex. Ou nunca mais liga. Ou qualquer coisa que faz que ela desapareça com a mesma força e intensidade que se fez aparecer quando o encontro de vocês aconteceu. Quem nunca? Hein, hein? Duvido…

São tantas desculpas que a gente inventa nessa hora… Eu pelo menos tenho uma mania (insuportável!) de querer fazer a coisa dar certo… Quando ponho na cabeça ninguém tira… Quando cismo (com um cara, um projeto, uma viagem…) é muito difícil me fazer voltar atrás. Vou até o fim. Quero solucionar.

Vou sempre até a última gota, sabe? Ele não ligou? Eu ligo. Ah, já tô com 28 anos, pô… Já passei dessa fase. Super sei respeitar a linha tênue do limite nessas situações. Ser objetiva. Meio irônica. Bem humorada. E ver no que dá. Mas também super sei a hora de parar. E esse é o grande ponto… Grande segredo. Respeitar o timing. Aí você pode dar o nome que quiser: seu timing, do bofe, da vida, do universo, de DeusWhatever. É tudo timing. Que é tudo nessa vida! T-u-d-o!

Pode atirar a primeira pedra aí se tiver alguém ileso… Alguém que nunca platonizou uma história. Gastou um tempo danado até ter a chance de pagar para ver. Quando aconteceu já tinha tido tempo suficiente de colocar o outro no pedestal. Ele é tudo. Você… Não diria que é nada… Mas nessas situações eles estão tão idolatrados que a autoestima sempre chega atrasada. Tem jeito não… A banda toca assim em todo canto. Aqui, aí… Tamo todo mundo junto.

cronica-3Tô dando exemplo de bofe que com certeza é o mais recorrente mas vale para tudo! Tipo focou que vai para Noronha no reveillon? Todas as amigas vão. E de repente ficou sem quarto. Sei  lá… Vai falar para essa pessoa que ela vai ter que ir pro Rio com outras pessoas depois de passar 3 meses sonhando com Noronha para você ver o que acontece. Nada contra o Rio. Amo. Mas tô jogando exemplos daquilo tudo que a gente idealiza tanto que nenhuma outra alternativa (mesmo que boa!) vale a pena.

Nessas horas nada vale. Nada conta. E é nessa hora que vem: “ah, amiga não era para ser…”, “calma vai vir outra coisa melhor”, “lá na frente você vai entender…”. De novo: quem nunca? Quem nunca quis MATAR a amiga que chegou com essa autoajuda toda para cima no meio do caos.

A gente fica tão hipnotizada com a idéia de alguma coisa que criamos na nossa cabeça (sim, porque é uma idéia! Expectitava pura! E lembremos que a expectativa é o primeiro passo para frustração! Sempre!) que fechamos os olhos para o resto. Para o tanto que sobra… E que é muita coisa. Muita coisa mesmo! Perdeu aqui para ganhar ali. E o que é a vida senão um tanto de autoajuda para a gente se apegar? Verdadeiras ou não, acalmam o coração e é disso que eu quero saber…

Se lá no final a gente vai entender o por que disso ou daquilo que não saiu do jeito que a gente queria, eu não sei, mas prefiro acreditar que sim! Acreditar na orquestra divina, sabe? Ah… Pegamos mais leve com a gente desse jeito…  Assim dói menos… E ninguém quer sentir dor…

O que não pode é não produzir em cima. É deixar a vida passar. Pô, não foi agora? Sei lá se vai ser amanhã… Daqui um ano… (Nessa hora a gente confia no timing divino!) Mas a vida não pode parar. Ninguém tem esse tempo. Nem vem que não tem. Nem eu, nem você. Nem ninguém. Não rolou? Não tá rolando? Sabe-se lá Deus porque as coisas não tão saindo no seu prazo milimetricamente calculado?

Não tem passagem para tal data? Ou você não pegou a vaga? Foi demitido? Não passou na faculdade? Ou o cara voltou com a ex? Ou mil outras coisas (infinitas!) que a vida pode a todo momento tirar do seu controle… Resolver por você. É isso e ponto. Não adianta gritar, chorar, espernear. Não! Já foi. Tá feito. Difícil não poder controlar tudo, sei bem… Mas é assim que é.

E aí é sair do controle e a gente se desespera, certo? Certo? Oi? Nãoooo! Errado! Postei esses dias uma frase do Caio Fernando Abreu no meu instagram que poderia ser o título desse texto se não fosse tão grande: “acalma esse coração, pequena, que desespero nunca resolveu o problema!”, e não é?

cronica-2Penso também em pontos fora da curva sabe… Perder alguém que se ama muito. E por acaso tem tempo certo para se despedir de alguém? Tem? Ah não tem… Nem vem que não tem. A gente nunca tá preparado. Nunca tá pronto. Ninguém ensina a gente a ter que lidar…É aceitar o timing da vida e respirar. E tentar se manter respirando. E esperar passar. Mesmo sabendo que não vai passar nunca… Mas que pode transformar a dor em saudade boa de sentir! Juro que dá…

Hoje é assim que sinto minha vovó. A única perda que tive. E que doeu. Mas doeu bonito de ver. Porque aceitei quando a hora chegou. Não briguei com Deus. Com a vida. Comigo. Não… Não procurei explicação porque não existem palavras… Aceitei. E peguei na mão da dor. Levei ela para o meu quarto. Deitei com ela na cama. Dias e dias de intimidade. Olhando no olho. Transbordando em lágrimas. Horas de desespero. Horas de poesia nas boas lembranças. Botando para fora. Dando tempo para o tempo trabalhar. É mais ou menos assim que funciona… O tempo precisa de tempo para poder funcionar!

E é assim que é… Tem jeito não… Soldados na guerra. Prontos para batalha, sempre. É não desesperar quando o controle sair da sua mão. Não saiu como queria? Paciência… A tal lei da aceitação… É tomar uma taça de vinho. Deitar num colo seguro. E olhar com carinho para as mil outras opções que a vida dá… A gente pode não querer ver, bater o pé e virar a cara. Mas tem muuuuuita oferta por aí… Muita! Ter que trocar o preto pelo branco não é fácil. Branco por preto também não… Mas é só questão de tempo para se ajeitar!

Tudo nessa vida é costume! Quase morri quando tive que devolver meu apartamento em Greenwitch Village. Hoje já amo a vizinhança no Lower East. Perdi um curso que queria MUITO fazer e fiquei arrasada. Mal mesmo. Mas aí peguei um trabalho que não poderia fazer se tivesse topado o curso! Ou seja… Ah, a gente se adapta… Sempre… Pode apostar que sim! Por mais difícil que possa parecer… É só ter paciência que as coisas se organizam…

E aí a engrenagem volta a rodar… E a surpresas boas virão… Porque timing pode realmente ser traiçoeiro, mas também quando ele dá para acertar, nada melhor… Sabe aquelas sincronicidades absurdas que caem no seu colo e te fazem acreditar que te fato tem alguém dando as ordens nisso aqui tudo? Tipo tá numa cidade imensa e trombar a pessoa na rua. Ver a sua intuição funcionar! A gente não faz idéia do poder que tem dentro da gente…

cronica-4Eu já saí de casa (mais uma vez!) sabendo que encontraria uma pessoa aleatoriamente (sem compromisso em comum marcado!) e de fato encontrei. Minha mãe vai ler esse texto (ela lê todos! :)) e tá de cumplice para não me deixar mentir. Já sai com ela de casa dizendo que sentia que iria encontrar tal pessoa naquele dia e não deu outra. Sentamos num restaurante com o dia ainda começando e lá estava a pessoa no mesmo restaurante que a gente. Tipo surreal mesmo… Minha mãe não acreditou! Mas eu dou um valor danado para minha intuição… Exercito horrores. Tento sempre estar atenta. E assim vou facilitando um tanto de decisões erradas que a gente cisma em teimar… Ah se a gente se escutasse mais… Olhasse mais para dentro!

Enfim, é ruim para o ruim mas para o bom também pode ser m-u-i-t-o bom! E se a gente não pode controlar mesmo, o jeito é confiar. No tal do timing. Pegar na mão e ir junto. Na nossa intuição. Se tiraram essa pessoa da sua vida lá atrás é porque já tinha dado o que tinha que dar. E se amanhã ela voltar é porque faltou história para contar… Observando sempre atentamente as trombadas em pessoas que a vida nos faz dar. Dar a chance de conhecer de novo. Ou de fazer esquecer se for o caso. Porque viver é isso aí. Nunca no nosso tempo. Nunca do nosso jeito. As vezes para ser do nosso jeito não tem como ser no nosso tempo. E vice versa. Então feche os olhos e se jogue! Mergulhe de cabeça no que a vida te der… Que devagar e sempre a gente chega lá…

(…) calma, é aos poucos que a vida vai dando certo (…) – Barbara Flores

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